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MATÉRIAS
TÉCNICAS

Uma certa ( ?
) Tabela de Traços de Concreto
( uma contribuição sobre a história da dosagem e
do controle de qualidade do concreto )
por Manoel
Henrique Campos Botelho
e-mail manoelbotelho@terra.com.br
julho 2007
Inicial
Um simpático colega nosso, com as melhores das intenções, anexou
ao seu email uma tabela de traços de concreto e declarou que
copiou de um site e não sabe a origem dessa tabela.
Vamos contar a historia dessa " Tabela " . Aproveitemos para
fazer uma viagem sobre a historia da tecnologia do concreto no
Brasil.
Estamos nos anos 40 e vigora a NB-1 para projeto e obras de
concreto armado. Nessa norma recomenda-se para dosar concreto o
uso da dosagem racional, tolerando o uso da dosagem empírica só
para obras de pequena importância ( sic ) item 63. Só que nesses
anos em S.Paulo só o IPT Instituto de Pesquisas Tecnológicas
fazia essa dosagem racional ou seja a partir da areia, agregado
graúdo e marca do cimento dosar o concreto para obter a
resistência desejada. Quanto ao slump ( abatimento ) a norma
nada diz. Quem podia fazer a dosagem racional ? Só as grandes
obras como barragens e pontes faziam essa dosagem . O resto ou
seja 99% das obras não faziam dosagem racional nenhuma . Se não
faziam dosagem em laboratórios como saber como dosar as
proporções de areia, pedra, cimento e água ? Usa-se o método
boca a boca, a repetição de experiências ( louvável mas pouco
crítica ) , a experiência do engenheiro de obra ( ? ) , a
opinião do mestre de obra ( ? ) ou o chute. É a época da
opinião pessoal. Também como raramente se extraiam corpos de
prova para verificar a resistência obtida, tudo ficava como
estava. Só nos anos 50/60 surge na cidade de S.Paulo na Escola
de Engenharia Mackenzie um outro laboratório de controle de
qualidade de concreto. Também nos anos 60 um apaixonado de nome
Falcão Bauer abre uma firma de qualidade que se torna famosa.
Nos anos 60 este autor fez estagio no IPT no departamento de
tecnologia de concreto e somente as obras de barragem do governo
e a obra do Museu de Arte de S.Paulo ( Av Paulista ) tinham
acompanhamento do IPT da qualidade do concreto . E as obras
pequenas e médias ? Nada ou quase nada. Em algumas obras
faziam-se a retirada esparsa de corpos de prova mas se usava
muito a esclerometria , técnica que este autor muito acredita e
que merece uma crônica pela sua importância filosófica básica.
Mas quem é bom engenheiro e deseja fazer boas obras de porte
pequeno ou médio ( prédios de apartamentos ) como fazer ??????
Eis que corre um boato . Um engenheiro do Rio de Janeiro depois
de trabalhar em tecnologia do concreto em várias obras ( Hotel
Nacional Rio - Praia de São Conrado , obras de Oscar Niemeyer e
outras ) consolidou sua experiências em uma tabela de traços
para o material usado na época no Rio de Janeiro ( anos 30 a 50
) e publicou essa tabela junto com várias recomendações como :
antes de começar a dosagem lave à larga o agregado graúdo, mas
lave mesmo, pois assim sai o pó que atrapalha a mistura. Outra
recomendação: na dosagem nunca use parte de saco de cimento . Se
rasgou o saco use esse cimento de saco rasgado para fazer
cimentados e nunca para fazer concreto estrutural. Esse
engenheiro carioca padroniza as famosas padiolas ( caixas de
madeira ) para que haja o máximo de produção diária mas
compatível com o esforço humano de carregá-las pela obra. Cada
material deve ter sua própria padiola e deve-se escrever com
números enormes se é padiola para areia , ou para a brita 1 ou
se é para brita 2. Ao encher a padiola de areia nada de
montinho. Use uma régua para cortar excessos.
A tabela desse colega carioca é cheia de dicas e desenhos
alegres dando informações de cuidados. Os trabalhadores que
fazem e transportam o concreto sempre tem chapéus de segurança,
coisas pouco comuns nas obras civis da época no Brasil. As
tabelas são um sucesso e o autor as lança sempre igual mas com
várias apresentações. O sucesso é tanto que o autor as lança
também como uma régua de calculo cilíndrica, fabricada em
papelão , mas sempre com a mesma informação de traços, consumos
e estimativas de resistência média do concreto a 28 dias ou seja
o atual fc28.
Se para alguns essas tabelas eram um bálsamo, um maná que caia
dos céus e começaram a usar tão logo as tinham em mãos outros a
criticavam cruelmente. Nos anos 60 ( formei-me no ano de 65 ) as
críticas eram :
- tabelas superadas,
- tabelas regionais, quase locais levando em conta a areia e a
pedra da cidade,
- o cimento considerado não é mais fabricado,
- outras criticas, muitas críticas.
Esses críticos implacáveis o que sugeriam para as obras
pequenas e médias ?
Fazer a Dosagem Racional , de custo alto e só possível perto dos
grandes centros.
Alguns projetistas de estruturas só tinham aceitos seus projetos
se colocassem no desenho de forma o traço a usar . Mas como
propor um traço para uma obra que não se conhecia o cimento, a
areia e as pedras ? . Por cautela mandava-se na obra analisar (
? ) esse traço. Uma maneira talvez de fugir do problema.
Na firma em que eu trabalhava ( final dos anos 60 ), uma firma
de engenharia de saneamento, apareceu um exemplar da tabela e na
época o fenômeno xerox ainda não tinha surgido. Como não havia
como reproduzir por xerox a tabela foi chamado o chefe dos
desenhistas e a tabela , sem citar o autor como é regra, foi
copiada a nanquim num papel vegetal e tiraram se cópias no
papel químico ( heliográfico ) que viraram para cada recebedor
dessa tabela, objeto de sacrário.
Eis que surge a NB-1 /78 e que dá a mesma orientação anterior .
Para obras de maior vulto a chamada dosagem experimental ( o
mesmo de dosagem racional ) e para as outras exige-se um mínimo
de teor de cimento e o mínimo de água de mistura. As tabelas do
engenheiro carioca continuavam ser usadas agora multiplicadas
legal ou ilegalmente pelo fenômeno xerox que com o tempo se
barateou tanto que até pobre tira xerox ...
O diabo é que as xerox foram as vezes tiradas de velhas cópias
heliográficas sem o nome do autor e viraram tabelas de traço sem
autor definido ou pior, de autor desconhecido.
É hora de corrigir isso . As Tabelas de Traço de Concreto tem
autoria e de autor muito conhecido tanto que seu nome nos anos
80/90 foi justamente homenageado pelo Ibracon pela sua enorme
contribuição para o ensino e popularização da tecnologia do
concreto.
Depois desse autor o Eng Gildasio da Silva também publicou sua
tabela com base em suas experiências, somando portanto
informações ao divulgado pelo engenheiro carioca. O Eng Marcelo
Morais de Brasília em seu livro seguiu os passos do engenheiro
carioca e publicou as suas tabelas com as características da
areia e dos agregados de Brasília.
Um colega de nome Nicolau declarou-me , anos sessenta, as duas
coisas que um engenheiro civil devia fazer ao terminar seu
curso. Registrar-se no CREA e ir comprar a tabela de traços do
engenheiro carioca pois no curso da nossa escola de engenharia
era proibido falar nessas tabelinhas de concreto . A forma de
falar era:
" aqui na escola nos ensinamos a verdade, na obra vocês usam
essa tabelinha que o pessoa de obra acredita ...... "
Estamos chegando ao fim desta historia sobre a Tabela de Traços
de Concreto.
Vamos ao nome do autor :
Eng. Abílio de Azevedo Caldas
Branco .
No meu tempo de engenheiro jovem a tabela chamava-se
Tabela do Caldas Branco .
A ele que procurou, desde os anos 30, difundir conhecimentos, a
minha homenagem.
Caro leitor. Se você gostou , favor divulgar.
Teste de verificação . Se a tabela sem origem que você tem em
mãos começa com o traço volumétrico 1: 1 : 2 e termina com o
traço volumétrico 1 : 4 : 8 há enormes possibilidades de ser
ela a Tabela do Eng. Caldas Branco
O
Livro
Sagrado da Engenharia-Surpresa Geral
Não
é o que você está Pensando
Engo.Manoel
Henrique campos Botelho maio 2004
Faz
alguns anos,talvez algumas dezenas de anos.Eu fora contratado
por uma firma de engenharia para dirigir o projeto de uma
potente casa de bombas que retiraria água do mar recalcando-a
para atender às necessidades de resfriamento de uma siderúrgica.
Fui
contratado para dirigir e não para desenvolver partes técnicas
do projeto, para o que havia, ou melhor, deveria haver e na
prática não havia uma equipe de projetistas.
Tão logo
assumi a direção notei que na firma não havia um profissional
que cuidasse da parte do sistema de combate a incêndio para a
elevatória.Esse assunto de combate a incêndio eu dominava,sendo
engenheiro civil hidráulico, mas o que me deixou preocupado é
que as atividades de direção do empreendimento impediam-me de
assumir essa tarefa técnica.Tentei contratar um colega,mas o
prazo de entrega dos documentos era tão exíguo,que para
contratar um engenheiro numa época de muito serviço e poucos
profissionais competentes tornava-se impossível.Eu mesmo teria
que tocar o serviço e o único auxiliar que pude arrumar foi um
estudante do quinto ano de uma escola de engenharia,que apesar
de boa formação tinha um defeito original,não era a escola que
me formei. Extremamente preconceituoso eu achava que fora da
minha escola de engenharia pouca coisa poderia esperar.Quanta
bobagem e preconceito...Disseram-me que o jovem engenheirando
era muito bom,quase brilhante. Decidi ficar com ele e verificar
se os elogios eram ou não merecidos.Para isso eu iria submetê-lo
a uma série de situações difíceis ou como diriam os que gostam
de sociedades secretas e misteriosas,eu iria iniciá-lo nos
segredos herméticos de Minerva,a linda deusa grega que protege a
engenharia.
O jovem
futuro colega veio para o primeiro dia de trabalho comigo e
cumpriu a primeira condição.Ele me trataria com o título de
senhor doutor de engenheiro, mesmo não sendo eu doutor,mas era
uma forma de mostrar o que ele deveria esperar,ele iria viver a
experiência de ser um fiel e obediente discípulo que serviria um
mestre.Começou a iniciação quando eu dei a primeira tarefa:
-Para
você começar deve me trazer amanhã um exemplar do mais sagrado
dos livros da engenharia,só que eu não posso dizer que livro é
esse.Seu processo de amadurecimento exigirá que você mesmo
descubra e não se incomode com os erros que fará nessa busca
do”santo sagraal’’.Assim é a iniciação na engenharia...
O coitado
saiu aturdido com a missão e no dia seguinte trouxe-me algo
trêmulo,um livro de Análise Matemática e Cálculo Diferencial e
Integral do conhecido autor’’Courant’’.Assim respondi:
-
Jovem.Esse não é o livro mais sagrado da engenharia,mas seu
pecado foi apenas venial,aceitável.Se o seu mestre fosse
discípulo do saudoso Prof.oCamargo e se você tivesse
trazido o livro do Granville eu o demitiria’’ad nutum’’...Terás
direito pois a uma segunda chance.No dia seguinte o coitado
trouxe-me um segundo livro e balbuciou:
-Mestre.Eis
uma velha edição do livro de “Resistência dos Materiais” do
Timoshenko em tradução do respeitado Prof-o
Noronha.Se esse não for o livro sagrado da Engenharia que livro
poderá ser?
Confesso
que ao ver o livro do Mestre Timoshenko,o Engenheiro do Século
XX,tremi mas não cedi e continuei o processo de iniciação:
-Esse
livro seguramente é um livro sagrado,tão sagrado como o Courant,mas
não é o mais sagrado dos livros.o mais sagrado dos livros está
junto a cada um de nós e não percebemos.mas chega de
iniciação.Eu te apresentarei ao mais sagrado dos livros e
principalmente te contarei o que nem nele e em nenhum outro
lugar está escrito,ou seja,como fazer sua exegese,como
interpretá-lo e tirar dele os melhores ensinamentos.
O jovem
profissional estava ansioso e eu logo apresentei o livro,pois
com todo esse treinamento uma coisa não estava sendo feita,o
projeto do sistema hidráulico de combate a incêndio da
elevatória.Assim fui até a mesa do telefone e peguei o livro
sagrado da engenharia,a lista de telefones classificada,a
amarelinha,e comentei:
-Não há
engenharia sem fornecimento de material ou equipamentos.Você
deve aprender a usar o livro mais usado da engenharia que é a
lista telefônica classificada de fornecedores...
O coitado
do engenheirando estava atônito.Nunca tinham dito a ele que uma
prosaíca lista telefônica fosse um livro sagrado.Mas prestam
atenção a aula que dei a ele de como fazer a exegese do texto
sagrado e como tirar dela os melhores frutos.Regras:
1)Baseado
na lista amarela faça a listagem dos fornecedores de
equipamentos de combate a incêndio;
2)Peça
catálogos a todos e depois de receber os catálogos estude-os;
3)Estude
em outros livros,normas e artigos técnicos procurando ficar em
dia com o estado da arte;
4)Depois
de tudo isso e com base no material recebido faça um ranking de
todos os fornecedores,começando dos piores aos melhores;
5)Entre
em contato inicialmente com aquele fornecedor pior
qualificado,chame um vendedor técnico e com ele abra o
jogo.Declare a verdade,que você nada sabe de combate a incêndio
e que precisa comprar,atenção,use sempre o verbo comprar,um
sistema e que para isso você precisa entender como as coisas
funcionam.Você ficará surpreso com o que o vendedor técnico lhe
ensinará,pois eles são treinados para mostrar e convencer;
6)Chame
agora o segundo menos pior fornecedor e faça a mesma
coisa,sempre avisando do seu despreparo no assunto.Esse aviso é
fundamental para deixar o vendedor bem a vontade e com isso a
conversa corre solta;
7)Chame
agora o terceiro menos pior fornecedor,converse com o vendedor
técnico,verá que sua conversa já será algo diferente,e você pode
dizer que entende muito pouco do assunto combate a incêndio.Você
notará que já dará para dialogar com o vendedor;
8)Volte
agora aos livros,normas e regulamentos,você notará que numa
segunda leitura muita coisa antes pouco compreensível ficou
clara;
9)No
processo de ir chamando progressivamente dos piores para os
melhores,você deve guardar as três firmas que melhor lhe
impressionaram pelos catálogos para com eles ter a batalha
final.Ao chamar um dos vencedores técnicos de uma das três
firmas comece a conversa já falando termos do jargão do assunto
como classe de incêndio,pressões necessárias etc.,mostrando que
de alguma forma você conhece a matéria.Apresente o problema que
você tem e peça propostas técnico-comerciais detalhadas.
Aí,com as
propostas dos fornecedores na mão,normas e regulamentos
oficiais,tudo isso na mão,nós poderemos fazer o projeto e as
especificações.
Assim foi
feito.O jovem engenheiro fez o previsto e eu
acompanhava.Orientado por mim ele fez um esboço do projeto no
qual usou os conhecimentos que aprendera na sua escola de
engenharia e mais os que aprendera no processo de
iniciação,baseado nas informações do livro sagrado.Revi e
complementei o trabalho e o enviei ao cliente.
Esta
história terminaria aqui e com final feliz mas eu não posso
deixar de contar algo que aconteceu no final do trabalho.
Eu estava
ensinando o neófito quando este fez uma pergunta que denunciava
o bom nível do jovem:
-Mestre,como posso separar o joio do trigo?Se os vendedores são
treinados para mostrar com alta eficiência as coisas e nos
ensinar a como usar seus equipamentos,todavia eles não são
filhos de Minerva,que é pura e ética nas verdades.Os vendedores
são filhos do deus Mercúrio,deus dos negócios,e como sabemos da
mitologia grega o conceito de Mercúrio é algo assim
duvidoso.Mercúrio é meio embrulhão,maroto para dizer o
mínimo...Como então saber a verdade diferenciando-a da
propaganda interesseira?
Aliás
este discípulo amplia a pergunta ao seu mestre:
-Como
saber a verdade na engenharia e também na vida?
Pensei em
dar uma resposta genérica,pois mestre que é mestre tem sempre
que dar respostas,mas procurei ser honesto e humano e confessei
que essa não era tarefa fácil,que deveríamos prestar atenção a
tudo,conversar com outros colegas trocando experiências etc.,mas
confesso que não tive resposta perfeita para responder a tão
difícil questão.Humildemente passo a pergunta aos meus fiéis
leitores.
Como
saber a verdade na engenharia e na vida?
Aceito e
publicarei as respostas que receber,mesmo que sejam respostas da
parte mais fácil da pergunta:
Como
saber a verdade na engenharia?
Ps:.Dedico carinhosamente esta crônica à memória do Engo
Max Lothar Hess,que de alguma forma,próximo ao descrito nesta
crônica,passou-me informações e verdades que não estão nos
livros.Quem,no meu primeiro dia de vida profissional,levou-me a
ter tão marcante mestre foi o Profo J.A. Martins,a
quem sou profundamente grato pelo fato.
Autor: Eng.
Manuel Henrique Campos Botelho
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A compra do
terreno para
construção
Um dos principais questionamentos
pelos quais se depara quem quer construir seu imóvel é a escolha
do terreno. Nem sempre são levados em consideração itens
importantes, que depois poderão ser motivos de insatisfação para
o novo proprietário.
Alguns aspectos,
desfavoráveis na hora da compra, devem ser observados, a saber:
a)
A facilidade de acesso ao lote, tendo
vias de acesso que possibilitem chegar ao mesmo.
b)
A existência no local de rede pública
de água, energia e esgoto. A existência destes itens, já
representaria economia inicial na construção da obra, pois seria
necessária água para compor concreto, argamassas e utilizá-la no
banheiro dos operários durante a obra; sua falta implicaria a
construção de poço artesiano. A existência de rede de esgoto
evitaria a construção de fossa séptica para os operários e
futura residência.
Ao verificar a
existência de rede elétrica no local, observe sehá fiação aérea
no local, que em alguns locais poderá vir enterrada. Lembre-se
antes de construir, quando solicitar ligação à concessionária,
informar a mesma sobre a planta do imóvel, bem como a potência a
ser instalada no canteiro de obra.
c)
O terreno deve preferencialmente ser
plano, com leve inclinação para a rua em locais onde a
drenagem urbana for eficiente. Certifique-se com a vizinhança se
não ocorrem alagamentos em dias de chuva.
Na escolha de terrenos em aclive
(inclinados acima do nível da rua) ou em declive (inclinados
abaixo do nível da rua), considere na fase de execução de sua
obra, os gastos com movimento de terra (corte e aterro) e
alvenaria de contenção.
d)
Verifique se o solo é resistente e
capaz de suportar o prédio a ser construído, evitando assim, a
utilização de uma fundação de alto custo. Execute uma sondagem,
para saber o perfil do terreno, outra alternativa é consultar a
vizinhança, diligencie no sentido de saber se nas construções
contíguas existem fissuras nas paredes, qual o tipo de fundação
utilizada.
e)
Dentro de uma mesma quadra, com vários
lotes, dê preferência aquele lote que mais recebe a luz do sol e
ventilação.
f)
Consulte o Código de Obras e
Zoneamento de seu município, que versa sobre recuos e número
máximo de pavimentos permitido para seu imóvel, bem como, a
possibilidade ou não de futuras desapropriações. Lembre-se, que
dados técnicos como recuos e número máximo de pavimentos, serão
limitantes para que um profissional legalmente habilitado faça o
seu projeto.
Conheça a prática tabela para o cálculo da
quantidade de aço a ser usada na obra e custo, bem como, a
composição de preços unitários para construção,
clicando AQUI
Autor: Eugênio Pacelli Fone para contato:
(0xx81) 8864-7118. Engenheiro Civil formado pela
UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), turma de 1986. Executor de Obras de
Pavimentação, Drenagem e Muros de Arrimo na cidade do Recife-PE.
Executor de Redes de Abastecimento de Água em vários municípios do
estado de Pernambuco.
Levantamento Topográfico. Construção e(ou) reforma ao
longo destes anos de profissão em hospitais, condomínios
residenciais, concessionária de automóveis, prédios residenciais,
obras públicas, como Engenheiro Residente e Engenheiro Gerente. Site
www.construirnet.com/engeugenio.htm
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O DESASTRE DO DERRAME DE ÓLEO NO MAR NAS
ILHAS GALÁPAGOS ANALISADO SEGUNDO A LEGISLAÇÃO AMBIENTAL
BRASILEIRA
1-
Apresentação
Em janeiro deste ano de 2.001 as
ilhas marítimas formadoras do Arquipélago de Galápagos ( Equador
) sofreram as conseqüências de um derrame de óleo com sério
impacto ambiental.
Dentro de um plano didático de
divulgação de tecnologia, vamos procurar fazer uma comparação
do acontecido e a legislação ambiental brasileira. Embora
juridicamente não aplicável , a idéia é apresentar aos que se
iniciam no mundo do meio ambiente os recursos jurídicos que o
Brasil tem para tentar coibir esse drama. A análise da
legislação é feita por um engenheiro, cidadão e ambientalista ,
sem entrar no campo dos advogados. A forma do texto também
procura ser um texto de cidadão para cidadão.
2- A história
O arquipélago de Galápagos é um
conjunto de ilhas e ilhotas vulcânicas, parte do território do
Equador e situadas no hemisfério sul, próximas à Linha do
Equador . Essas ilhas distam cerca de oitocentos quilômetros do
continente. Acredita-se que a flora e fauna das ilhas vieram
flutuando do continente até às ilhas há milhares de anos.
Encontrando um ambiente diferente do continente essas espécies
animais evoluíram de maneira bem diferente das espécies animais
do continente e adquiriram nas ilhas, aspectos bizarros (
diferentes ) como as enormes tartarugas que vivem até duzentos
anos.
Darwin na sua famosa viagem de
navegação ( 1831 ) ao redor do mundo ficou impressionado com a
diversidade biológica das ilhas Galápagos. Na cabeça do
cientista ganhou força ou se instalou a sua teoria da evolução
face às condições locais e da adaptação e sobrevivência dos mais
aptos. A existência em ilhas vulcânicas, inicialmente estéreis,
de espécies adaptadas ao novo ambiente marcou a teoria de Darwin
da evolução das espécies.
Hoje Galápagos é considerada como um
dos locais mais interessantes para se visualizar uma prova viva
da teoria da evolução.
3- O que aconteceu em Galápagos
– Uma crítica à certos tipos de ecoturismo
Galápagos ganhou fama mundial e
passou a ser procurada por cientistas, professores e
interessados em geral. Como o Equador é um pais pobre, uma das
maneiras de criar uma infraestrutura para que o viajante ( hoje
chama-se ecoturista ) pudesse usufruir do acesso ás ilhas foi
criar taxas governamentais sobre a atividade de turismo. Com
isso aconteceram problemas, como é normal. A população nativa
das Galapagos explodiu face á oferta de empregos e surgiu uma
frota de pequenos barcos para levar os turistas em visita às
ilhas e para transportar suprimentos . O problema é que os
barcos que passaram a navegar na região seguramente não eram
barcos a vela e sim barcos a motor, ou seja consumidores de
produtos oriundos do mundo do petróleo. E para abastecer de
combustíveis dos barcos do ecoturismo era necessário o uso de
petroleiros . E um petroleiro afundou , o petroleiro Jéssica .
Foi em janeiro , 2.001. Esse navio petroleiro transportava
produtos a granel ( não enlatados ) como óleo diesel e bunker,
ambos produtos do mundo do petróleo e destinados á alimentar
principalmente os motores dos barcos de turismo. Estima-se que
vazaram 605 mil litros de combustíveis algo como 70% da carga de
transporte do barco.
Os produtos derramados espalharam-se
pela superfície do mar formando manchas que começaram a serem
transportadas pelos ventos e pelos movimentos do mar.
A fauna e flora da região foram
atacadas sofrendo com isso pelicanos, tartarugas , iguanas ,
leões marinhos etc além do plâncton.
Vários países ofereceram ajuda ao
Equador enviando equipes e equipamentos de retirada de óleo no
mar como barreiras, bombas de sucção e produtos absorventes por
contato .
Produtos para acelerar a
decomposição do óleo na terra foram também enviados.
O Brasil, via Petrobrás, deu sua
colaboração.
4- Análise da legislação
ambiental brasileira se aplicável fosse em Galápagos
Analisemos a Resolução CONAMA n. 20
de 18/6/1986
As águas salinas ( marítimas )
dividem-se em Classe 5 e classe 6.
Conheçamos as duas categorias ( a
classe 5 é para águas do mar sem poluição e que são usadas para
banho e a classe 6 é típica de águas do mar algo poluídas e são
típicas de local onde há atividade por exemplo de portos).
Classe 5 – águas destinadas :
a)
à recreação de contato primário;
b)
à proteção das comunidades
aquáticas;
c)
à criação natural e/ou intensiva (
aqüicultura ) de espécies destinadas à alimentação humana
Classe 6- águas destinadas:
a)
à navegação comercial;
b)
à harmonia paisagística;
c)
à recreação de contato secundário.
Analisemos o que essa legislação
fixa como condições limites de materiais flutuantes e teor de
óleos e graxas :
Classe 5
a)
materiais flutuantes : virtualmente
ausentes
b)
óleos e graxas : virtualmente
ausentes
Entenda-se como virtualmente ausentes os teores de óleos e
graxas não determináveis em exames de rotina de laboratório,
Classe 6
a)
materiais flutuantes : virtualmente
ausentes
b)
óleos e graxas :toleram-se
incidências
Sem dúvida que num derramamento de
óleo o teor de óleos e graxas da classe 6 das águas marítimas é
brutalmente elevado.
E o que acontece então ?As ilhas do
Arquipélago de Galápagos pertencem ao Equador e a legislação
brasileira a elas não se aplica. Entretanto por analogia vamos
estudar se algo semelhante tivesse acontecido no Brasil qual
legislação seria aplicável. Lembrar que nosso litoral está
sofrendo grandes desastres ambientais com danos á flora e fauna
e dano à atividade econômica da pesca e do lazer nas praias .
Se não temos um arquipélago tão rico em diversidade biológica
como Galápagos temos as maravilhas de Fernando de Noronha , a
beleza da Baia de Guanabara, a Ilha de Queimada Grande ( ver a
seguir ) e a beleza de nossos mares e praias.
Façamos uma análise das leis
brasileiras
E o que acontece então ? Há aspectos penais e civis.
Aspectos penais ( aspectos que podem levar à cadeia ):
Lei n, 9,605 /98 Lei dos crimes
ambientais, art, 54
Causar poluição de qualquer natureza
em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde
humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição
significativa da flora.
Pena – reclusão de um a quatro anos
e multa.
Se o crime é culposo :
Pena – detenção, de seis meses a um
ano, e multa.
Ainda ( artigo 33 )
Provocar, pela emissão de efluentes ou carreamento de materiais,
o perecimento de espécimes da fauna aquática existentes em rios,
lagos, lagoas, baias ou águas jurisdicionais brasileiras
Pena – detenção de um a três anos,
ou multa, ou ambas , cumulativamente,
Lembrando :
Perecimento – morte
Águas jurisdicionais – águas sobre
as quais o Brasil é responsável e beneficiário.
Detenção – tipo de pena de menor
rigor que a reclusão. Na pena de detenção o juiz pode
transformar em prisão domiciliar ou pena alternativa. Na
reclusão é cadeia mesmo.
Quanto a aspectos civis (
indenização )
Decreto n. 79.437 de 28 de março de
1977 em que o Brasil adere à Convenção Internacional sobre
Responsabilidade Civil em danos causados por poluição por óleo
Cite-se a lei Nº 9.966, de 28 de abril de 2000
Dispõe sobre a prevenção, o controle
e a fiscalização da poluição causada por lançamento de óleo e
outras substâncias nocivas ou perigosas em águas sob jurisdição
nacional e dá outras providências
5 – A Galápagos brasileira
No Brasil existe pelo menos um local
que lembra o Arquipélago equatoriano de Galápagos, entretanto
sem a riqueza de diversidades do local mais famoso. Conheçamos a
Galápagos brasileira.
No litoral do Estado de S.Paulo,
litoral norte do estado existe a Ilha da Queimada Grande, ilha
desabitada distante cerca de 40 km do continente e onde impera
um animal cuja espécie é única no mundo. Nessa Ilha oceânica
existe um tipo de cobra jararaca chamada de jararaca ilhoa por
ser específica dessa ilha. É extremamente venenosa e originou-se
de um grupo de cobras jararacas que vindo boiando numa vegetação
flutuante saiu do continente e chegou á ilha . Isso deve ter
acontecido há milhares de anos atrás e dessa família de
jararacas aconteceu uma evolução para um tipo específico de
cobra jararaca.
Há uma tentativa de explicação para
o veneno tão forte. As cobras em pauta tem deficiências de visão
e as presas inoculadas com o veneno correm e morrem distantes do
local de onde sofreram o ataque. Se o veneno é fraco a morte
acontece em local distante do local onde houve o ataque e a
presa morta não é alcançada pela cobra. As cobras com veneno
mais forte acontece da presa inoculada pouco poderem correr e
morrem próximas ao local do ataque, Face á deficiência visual
sobreviveram os tipos de jararaca mais venenosas gerando a
jararaca ilhoa .
Anexo
RESOLUÇÃO Conama No 265, de 27 de
janeiro de 2000
O Conselho Nacional do Meio Ambiente
- CONAMA, no uso das competências que lhe são conferidas pela
Lei n.º 6.938, de 31 de agosto de 1981, regulamentada pelo
Decreto n.º 99.274, de 6 de junho de 1990, alterado pelo Decreto
n.º 2.120, de 13 de janeiro de 1997, e tendo em vista o disposto
em seu Regimento Interno, e
Considerando a necessidade de serem
estabelecidas estratégias seguras de prevenção e gestão de
impactos ambientais gerados por estabelecimentos, atividades e
instalações de petróleo e derivados no País;
Considerando a necessidade de colher
lições do grave derramamento de óleo ocorrido na Baía de
Guanabara nos últimos dias, assim como de contribuir para a
eficácia das medidas de recuperação adotadas por entidades
governamentais e não-governamentais;
Considerando que o Conselho Nacional
do Meio Ambiente - CONAMA é o órgão competente para propor
estratégias e diretrizes de políticas governamentais para a
gestão do meio ambiente e dos recursos naturais, resolve:
Art. 1º Determinar ao Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente - IBAMA e aos órgãos estaduais de
meio ambiente, com o acompanhamento dos órgãos municipais de
meio ambiente e entidades ambientalistas
não governamentais, a avaliação, no
prazo de 240 dias, sob a supervisão do Ministério do Meio
Ambiente, das ações de controle e prevenção e do processo de
licenciamento ambiental das instalações industriais de petróleo
e derivados localizadas no território nacional.
Art. 2º Determinar à Petrobrás a
realização, no prazo de 6 meses, de auditoria ambiental
independente em todas as suas instalações industriais, marítimas
e terrestres, de petróleo e derivados, localizadas no Estado do
Rio de Janeiro.
Art. 3º A -Petrobrás e as demais
empresas com atividades na área de petróleo e derivados deverão
apresentar para análise e deliberação do CONAMA, no prazo máximo
de 180 dias, programa de trabalho e respectivo cronograma para a
realização de auditorias ambientais independentes em suas
instalações industriais de petróleo e derivados localizadas no
território nacional.
Art. 4º Determinar às autoridades
competentes que sejam elaborados ou revistos, no prazo de 12
meses, o plano de contingência nacional e os planos de
emergência regionais, estaduais e locais para acidentes
ambientais causados pela indústria de petróleo e derivados.
Art. 5º Criar, no âmbito da Câmara Técnica de Controle Ambiental
do CONAMA, Grupo de Trabalho de acompanhamento e avaliação do
impacto ambiental causado pelo derramamento de óleo ocorrido no
dia 18 de janeiro de 2000, na Baía de Guanabara, e das
atividades previstas nos artigos anteriores.
Art. 6º A Secretaria Executiva do
CONAMA estabelecerá o funcionamento deste Grupo de Trabalho e
prestará, assim como todos os órgãos integrantes do Sistema
Nacional do Meio Ambiente - SISNAMA, o apoio técnico e
administrativo necessários.
Art. 7º Esta Resolução entrará em
vigência na data de sua publicação.
6 - O que há para ler
1- Reportagens do jornal " O Estado
de S.Paulo" sobre o acontecido
O jornal usou como referência entre
outros O " Charles Darwin Research Centre
2- “ A origem das espécies – esboço
de 1842 “ Charles Darwin , Clássicos econômicos Newton
3- Direito Ambiental Brasileiro –
Willian Freire - 2.000 –AIDE Editora , Rio de Janeiro
4- Enciclopédia Delta Larousse
5- Dicionário Jurídico do Ambiente -
Carlos Gomes de Carvalho - Editora Letras e Letras, maio 91
6- " Os herdeiros de Darwin " -
Marcel Blanc -
7- " Polêmica agrava desastres
ambientais no Rio de Janeiro " artigo da Revista Bio ano X n. 13
Janeiro /Março /2.000
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ÁGUA COMO MATERIAL DE
CONSTRUÇÁO
De maneira geral, este precioso líquido não é visto e nem
tratado como material de construção. Nas composições de custos
dos serviços de engenharia não se inclui o item água, mesmo
sabendo-se que para a confecção de um metro cúbico de concreto,
gasta-se em média de 160 a 200 litros e na compactação de um
metro cúbico de aterro pode ser consumido até 300 litros de
água.
A água é usada em quase todos os serviços de engenharia, às
vezes como componente e outras como ferramenta. Entra como
componentes nos concretos e argamassas e na compactação dos
aterros e como ferramenta nos trabalhos de limpeza, resfriamento
e cura do concreto. É um dos componentes mais importantes na
confecção de concretos e argamassas e imprescindível na
umidificação do solo em compactação de aterros. Um material de
construção nobre, que influencia diretamente na qualidade e
segurança da obra.
A água utilizada para
o amassamento dos aglomerantes deve corresponder a certas
qualidades químicas, não pode conter impurezas e ainda estar
dentro dos parâmetros recomendados pelas normas técnicas a fim
de que garantam a homogeneidade da mistura.
A NB-1,
prescreve que a água destinada ao amassamento do concreto
deverá ser isenta de teores prejudiciais de substancias
estranhas. Presume-se satisfatórias as águas potáveis e as que
tenham um PH entre 5,80 e 8,0 e respeitem os seguintes limites
máximos.
-Matéria orgânica (expressa em oxigênio consumido)....... 3mg/l
Resíduo
sólido...............................................5000mg/l
- Sulfatos (expresso em ions SO4 - - ................... 300mg/l
-Cloretos(expressos em ions CL -
...........................500mg/l
-
Açúcar.....................................................5mg/l
As impurezas
e os sais dissolvidos na água , quando em excesso, podem
ser nocivos para os aglomerantes utilizados na preparação
de concretos e argamassas.
Opor-se-ão
particularmente as águas selenitosas, aquelas que contêm gesso,
pois sua ação é extremamente corrosiva. As águas sulfatadas, as
águas ácidas dos terrenos de turfas e despejos, e assim como
as águas correntes que contêm ácidos carbônicos, são águas que
destroem os cimentos.
A água
do mar, as águas pluviais procedentes de terrenos não
calcários, as águas que contêm matérias químicas ou orgânicas
atacam, desagregam ou decompõem os aglomerantes tanto mais
rápido quanto maior seja a dosificação em cal dos mesmos, por
isto devem ser excluídas da preparação dos concretos e
argamassas.
. A qualidade dos concretos e argamassas
dependem indiretamente da dosificação, e está ligada
diretamente ao fator água/cimento, influenciando o incremento
da resistência à compressão. Quanto maior for, menor será a
resistência dos concretos e argamassas. Para obter concreto
muito resistente, a quantidade de água de amassamento deve ser
tal que não apareçam vertendo na superfície, a não ser depois de
vibrados e adensados. A quantidade de água de amassamento deve
ser a mínima compatível com as exigências da colocação na obra
. A água em excesso é muito prejudicial a resistência dos
concretos e argamassas. Comprovadamente, cada litro de água em
excesso destrói de 2 a 3 kg de cimento.
A quantidade de água
necessário à mistura nos traços de concretos e argamassas
depende da umidade natural contida na areia e por isso se faz
necessário a sua determinação ou proceder o ajuste experimental
até a obtenção da quantidade de água ideal para o traço. Não
devemos esquecer que a água é um dos principais elemento a ser
analisado em uma construção, tendo em vista a sua importância
neste contexto.
Para construção em áreas sujeitas a
águas agressivas deve-se fazer a analise físico-química da água
para determinação do grau de agressividade da mesma.
Antônio Filho Neto
Eng. Civil e de Segurança do Trabalho
Autor do Livro “DICIONÁRIO DO ENGENHEIRO”
www.hotlink.com.br/users/afneto
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